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Como escrever artigo jurídico para Migalhas e Conjur: passo a passo para publicar e usar IA sem perder a autoria

Migalhas e Conjur recebem artigos de advogados por e-mail e publicam o que passa pelo crivo editorial. Veja as regras de cada portal, como escolher o tema e onde a IA ajuda sem tirar a sua assinatura do texto.

Por Jamila Guerra5 min de leitura

Notebook com a página inicial do portal Migalhas
Imagem ilustrativa. Migalhas (reprodução da página inicial)

Para publicar artigo no Migalhas, o advogado envia o texto por e-mail para [email protected], seguindo o Guia do Autor do portal: Word, Arial 12, de preferência até 5 páginas, título de até 90 caracteres e resenha de até 200. No Conjur, o envio é para [email protected], com até 15 mil caracteres. Nos dois casos, a equipe editorial decide se publica.

A dúvida “como publicar artigo no migalhas” aparece no autocompletar do Google ao lado de “como escrever artigo jurídico”. Faz sentido: artigo em portal jurídico dá autoridade entre colegas, aparece no Google e, cada vez mais, é citado nas respostas de ferramentas de IA. Este guia mostra as regras de cada portal, como escolher o tema, o que a OAB permite e onde a inteligência artificial ajuda.

Por que publicar artigo em portal jurídico

Artigo publicado em portal jurídico é uma das formas de conteúdo que mais duram. Um post nas redes some em dias; um artigo no Migalhas ou no Conjur continua aparecendo em buscas por anos.

Há três ganhos principais:

  • Autoridade entre pares. Colegas, juízes e clientes empresariais leem esses portais. Ser citado como autor sobre um tema reforça a sua especialidade.
  • Busca no Google. Os portais têm muita autoridade nos buscadores, então um bom artigo pode aparecer para quem pesquisa o tema.
  • Respostas de IA. Ferramentas como o Google AI Overview, o ChatGPT e o Perplexity montam respostas com trechos de páginas confiáveis. Um estudo citado na newsletter da agência Conversion, em 27/10/2026, apontou AI Overviews em 88% das buscas comerciais analisadas. Texto bem estruturado em portal confiável tem mais chance de entrar nessas respostas.

O tema apareceu também na Fenalaw 2026. No painel de marketing jurídico da Arena da OAB SP, em 27/10/2026, a fala destacada foi sobre reforçar a autoridade com o público e reaproveitar o conteúdo nas redes sociais.

Como publicar artigo no Migalhas: as regras

O Migalhas publica artigos na seção Migalhas de Peso. Segundo o Guia do Autor do portal, o envio deve ter:

Item Regra do Migalhas
Formato Word, fonte Arial 12
Tamanho De preferência, até 5 páginas
Título Até 90 caracteres, só a primeira letra em maiúscula
Resenha Até 200 caracteres
Autor Nome completo, qualificação, foto em JPG de boa qualidade e e-mail
Extra Sugestão de nota-chamada para o Informativo Migalhas
Envio [email protected]

O guia avisa que o autor “será avisado se o artigo for publicado”. Ou seja, não há garantia de publicação: o portal escolhe.

Como enviar artigo para o Conjur: as regras

O Conjur publica artigos de opinião todos os dias. Segundo a página Fale Conosco do portal, o envio deve seguir estas regras:

  • Documento em Word, com até 15 mil caracteres, contando espaços e notas de rodapé.
  • Envio uma única vez: versões diferentes da original não contam.
  • Dados do autor, com e-mail e um minicurrículo.
  • Envio pelo e-mail [email protected].

O texto passa pelo Conselho Editorial do Conjur, que decide sobre a publicação.

Como escolher o tema do artigo jurídico

O tema certo aumenta a chance de publicação e de leitura. Alguns critérios práticos:

  • Atualidade. Uma decisão recente, uma lei nova ou uma mudança de entendimento rende mais que um tema já muito explorado.
  • Especialidade. Escreva sobre a área em que você atua. É ela que você quer associar ao seu nome.
  • Ângulo próprio. Em vez de resumir a notícia, traga uma leitura: o que muda na prática, quais as dúvidas que ficam, como a decisão conversa com outras.
  • Pergunta real. O autocompletar do Google mostra o que as pessoas querem saber. Um título que responde a uma dúvida tem mais chance de ser encontrado.

Estrutura que funciona em um artigo jurídico

Um artigo jurídico para portal não precisa seguir o modelo acadêmico. Uma estrutura simples funciona bem:

  1. Abertura com a tese. Diga logo no primeiro parágrafo o que você defende ou explica.
  2. Contexto curto. O fato, a lei ou a decisão que motiva o texto, com data e número.
  3. Desenvolvimento. Os argumentos, em blocos com intertítulos.
  4. Consequências práticas. O que muda para quem atua na área.
  5. Conclusão. A tese de novo, em uma ou duas frases.

Parágrafos curtos e intertítulos ajudam o leitor e também as ferramentas de IA, que leem o texto em trechos.

Como usar IA para escrever o artigo sem perder a autoria

A inteligência artificial pode ajudar em várias etapas do artigo jurídico, mas não substitui o autor. Um caminho seguro:

  • Pesquisa inicial. Peça à IA um mapa dos pontos em discussão sobre o tema. Depois confira cada um na fonte oficial.
  • Estrutura. Use a IA para sugerir uma ordem de seções a partir da sua tese.
  • Revisão. Peça para apontar trechos confusos, repetições e frases longas demais.
  • Título e resenha. A IA pode sugerir versões dentro dos limites de 90 e 200 caracteres do Migalhas.

Três cuidados não mudam:

  • Confira toda citação. IA generativa pode inventar jurisprudência, artigos de lei e autores. O portal já explicou como conferir precedentes antes de usar.
  • O argumento é seu. Texto genérico, sem posição, raramente é escolhido pelos editores.
  • Nada de dados de clientes. Exemplos de casos devem ser hipotéticos ou de processos públicos, sem expor clientes.

O que a OAB permite em artigo jurídico

Artigo técnico é uma forma de publicidade permitida, porque tem caráter informativo, que é o que o Provimento 205/2021 da OAB valoriza. O cuidado é não transformar o artigo em anúncio. Evite:

  • Promessa de resultado ou frases como “conte com o nosso escritório”.
  • Citação de casos de clientes ou de valores obtidos.
  • Autoelogio, como “o maior especialista”.

Na assinatura, nome, qualificação e escritório são informações objetivas e podem constar. Para entender o que o Provimento 205 permite no marketing, veja o guia do portal sobre o Provimento 205.

Depois da publicação: como aproveitar o artigo

Publicado o artigo, ele pode render mais conteúdo:

  • Compartilhe o link no LinkedIn, com um resumo do argumento em poucas linhas.
  • Transforme os pontos principais em um carrossel ou em um vídeo curto.
  • Inclua o link no site do escritório, numa página de publicações.

Conclusão

Saber como publicar artigo no Migalhas e no Conjur é simples: seguir as regras de cada portal e enviar por e-mail. O que define a publicação é o texto: tema atual, ângulo próprio e fontes conferidas. A IA ajuda a pesquisar, estruturar e revisar, mas a tese, a checagem e a assinatura continuam sendo do advogado.

Se você quer montar uma rotina de conteúdo para o escritório, com artigos, redes e site trabalhando juntos, o Diagnóstico do Escritório é um bom ponto de partida.

Perguntas frequentes

Como publicar um artigo no Migalhas?

O Migalhas recebe sugestões de artigos pelo e-mail [email protected]. O Guia do Autor do portal pede texto em Word, fonte Arial 12, de preferência com até 5 páginas, título de até 90 caracteres, resenha de até 200 caracteres, nome completo, qualificação, foto e e-mail.

Como enviar artigo para o Conjur?

O Conjur recebe artigos pelo e-mail [email protected], em documento Word com até 15 mil caracteres contando espaços e notas de rodapé, enviado uma única vez. É preciso mandar também e-mail e minicurrículo do autor; o texto passa pelo Conselho Editorial.

Advogado pode publicar artigo para divulgar o escritório?

Pode, porque artigo técnico tem caráter informativo, que é o tipo de publicidade permitido pelo Provimento 205/2021 da OAB. O cuidado é não transformar o texto em anúncio: nada de promessa de resultado, chamada para contratar ou citação de casos de clientes.

Posso usar ChatGPT para escrever artigo jurídico?

Pode usar como apoio para pesquisa, estrutura e revisão, desde que o argumento, a conferência das fontes e a assinatura sejam seus. IA pode inventar jurisprudência e leis, então toda citação precisa ser conferida na fonte oficial antes do envio.

Fontes

Foto de Jamila Guerra

Quem escreveu

Jamila Guerra

Sócia-diretora da ElevateLaw

  • Graduada em Direito pela UFV
  • Master em Branding pela ESPM
  • Pós em Gestão Estratégica de Marketing pela HSM
  • MBA em Negócios Financeiros pela PUC Rio
  • + 6 anos coordenando uma Assessoria de Marketing
  • + 6 anos de recorrência com cliente da advocacia

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